Determinado momento

Sabe aquela hora,
Aquele minuto,
Logo após uma enorme tempestade,
Que o primeiro raio de sol aparece?

Aquele fio de luz,
Que vai perfurando as nuvens negras,
Que vai secando a terra,
Trazendo calor.

Uma luz multiforme.
Preenchendo todo o horizonte,
Trazendo esperança
E a certeza de que um novo dia virá.

Assim é quando ela chega.

Sabe quando o sol está no auge,
Aquecendo todo o solo,
Ressecando o asfalto,
Queimando a pele?

Aquele sol que deixa as pessoas irritadas,
O ar abafado,
O corpo transpirando
E a boca ansiando por água.

De repente vem a noite.
O sol vai sumindo.
A escuridão vai se firmando,
Trazendo o frio e uma brisa pra refrescar.

A escuridão que vem trazendo paz.
A promessa do descanso,
A conclusão de mais um dia
E a certeza de que um novo virá.

Assim sou eu.

Dois opostos complementares.
Dois lados de um mesmo objeto.
E é só nos juntando,
Que as duas partes completas,
Podem descansar.

Me perdi

Me perdi! 
A corda que me prendia se soltou 
Meu “eu” consciente desmaiou. 
E estou caminhando pro abismo. 
E estou caminhando pro abismo. 

Olho para trás e sei que preciso voltar,
Mas a correnteza é muito forte e me leva… 
A fazer o que não quero. 
A perder o que é sincero. 
A luz que guiava, 
Agora me ofusca 
Fazendo-me tatear para achar a saída… 
De meus erros, meus compromissos, 
Meus acertos, minha vida. 

Me perdi! 
Não sei como voltar. 
Não sei se vou voltar. 
Não sei se quero voltar…