Carta à solidão

De repente percebi o silêncio.
A quietude do pulsar.
A leveza do balançar das folhas lá fora.
E a solidão que me encontro

Tento enganar minha razão,
Convence-la que é só uma fase.
Que como o outono passa
Trazendo o frio do leste
Esta sensação de solidão passará.

De repente percebo que até “os melhores” um dia caem;
Que mesmo palavras erradas parecem rimar.
Que o silencio grita em meus ouvidos que sou sozinho.

Tento me levantar, me recompor.
Achar a alegria, a felicidade em outro alguém.
Mais um sopro dos vento e acabo aqui,
Sozinho.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *