Fico pensando…

As vezes me pego pensando se realmente valho alguma coisa pra quem me rodeia, pra quem me chama de amigo, ou se não passo de uma enciclopédia que um dia quando tiver na última página, lida, vão me encostar num canto pra deixar que a poeira e as traças tomem conta…

Esperando…

…Você vir me salvar.
Me tirar desse chão gelado,
me apoiar no teu corpo pra aquecer o meu.
Esperando que cada segundo,
valha à pena.

Esperando…

…Você vir me salvar.
Me tirar desse chão gelado,
me apoiar no teu corpo pra aquecer o meu.
Esperando que cada segundo,
valha à pena.

Suas cores


Suas cores que iluminam meu dia,
Preenchem meus olhos,
Purifica meu ar,
Me fazem te amar, te querer.

 

A História do Ladrão de Corpos (resenha)

Não conseguiria dormir sem antes fazer essa resenha. Mais um livro das Crônicas Vampirescas da Anne Rice.

“- Oh. Todos os outros invejam meu gênio forte, minha impetuosidade, minha força de vontade! Adoram isso. Mas quando demonstro fraqueza, me abandonam. Louis me abandonou. – Pensei então na rejeição de Louis e, com uma satisfação maldosa, pensei que em breve eu o veria outra vez. Ah ele ia ficar surpreso. Então senti um pouco de medo. Como eu poderia perdoar-lhe? Como me controlar para não explodir numa chama destruidora?…”

Tenho lido os Livros da Anne Rice de forma desordenada propositalmente. Havia acabado de ler O Vampiro Lestat (resenha aqui) e fui com toda a sede para ler o Ladrão de Corpos. Confesso que no início o livro é enfadonho, com uma narrativa um pouco pesada e mais culta. Mas alguns capítulos essa história muda.

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A indústria da morte – Parte 1

Símbolo da crueldade nazista, o campo de concentração onde 1,1 milhão de pessoas perderam a vida revela como as atrocidades foram o resultado de um trabalho planejado, disciplinado e eficiente.

Matar um inimigo é fácil. Basta disposição, oportunidade e alguma força. Matar milhares de inimigos dá mais trabalho. Requer poder e, não raro, uma guerra. Agora, matar milhões de pessoas, eliminar populações inteiras e varrer do mapa comunidades não é para qualquer um. Requer um arraigado sentimento de superioridade, doses cavalares de fundamentalismo, e consentimento popular. E, do ponto de vista puramente lo­gís­tico, um grande esforço de organização, pla­nejamento minucioso e disciplina. É pre­ciso ter uma máquina extremamente eficiente em mãos.
Poucas vezes na história, talvez nunca antes nem depois, um governo se sentiu tão à vontade para executar a terceira situação descrita acima quanto os nazistas na Alemanha, Áustria, Romênia, Iugoslávia, Itália, França, Bélgica, Holanda, Bulgária, Hungria, Letônia, Lituânia, Ucrânia, Bielo-Rússia e Checoslováquia, mas, principalmente na Polônia. Nesses países, os seguidores de Hitler colocaram em prática um projeto inédito de limpeza étnica que levou a deportações, evacuações em massa, expurgos, migrações forçadas, prisões e, por fim, ao extermínio planejado de quase 6 milhões de pessoas. O modelo ultimado dessa máquina de extermínio só ficou pronto com os campos construídos e operados durante a guerra na Polônia. Entre eles, o maior, localizado em Auschwitz, no sul do país. Lá, entre maio de 1940 e janeiro de 1945, cerca de 1,1 milhão de pessoas morreram. A maioria era de judeus, mas havia prisioneiros de guerra soviéticos, dissidentes políticos poloneses, ciganos e testemunhas-de-jeová. Esta reportagem não vai explicar o porquê de toda essa gente ter sido morta. Isso tem rendido nos últimos 60 anos especulações e estudos profundos da alma e da política do nazismo e da Alemanha. Nosso esforço vai se concentrar em explicar como os nazistas planejaram e operaram a maior indústria de extermínio de todos os tempos. Que inteligência esteve por trás dessa máquina de assassínio em massa? Que ideologia a justificou? E quem foi quem no sistema: militares, empresários, cientistas, arquitetos, políticos, juristas, carcereiros e burocratas.
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